O lado obscuro da minha vida

Depressão Vs. Sucesso

Depressão Vs. Sucesso

17 de out. de 2025

Pela primeira vez na vida após o lançamento do meu livro "Ainda é possível desenvolver a nossa vida?", estou falando abertamente sobre o meu quadro clínico de saúde.

Primeira confissão pública

Bom, meus amigos, essa é a primeira vez que eu falo publicamente sobre o meu quadro de saúde. Como essas informações são sigilosas, pensei por muitos e muitos meses antes de expor esse meu lado que poucos conhecem. No meu livro, lançado aos 17 anos, eu falo sobre a depressão, foi somente ali e nunca mais.

Pra quem acompanha só de fora, deve parecer que eu não sofro mais com isso… mas não é verdade.

Fé, busca e pertencimento

Atualmente eu tenho um quadro de TDM e TAG generalizada, estáveis. Passei cinco anos usando medicamentos controlados e, quando parei de contar, os gastos com medicina já tinham passado de 60 mil reais.

Era acompanhamento excessivamente intenso e, por ter começado a tomar remédios muito cedo e ter aberto uma empresa, eu me tornei um viciado em remédios…

Por muitos anos eu me perguntei como me aproximar de Deus. O que eu tinha que fazer? Onde buscá-lo? Durante anos, passei por várias religiões.

Voltei a frequentar a Igreja Católica, fui nas igrejas evangélicas, cheguei a ir a um centro de Candomblé por alguns meses pensando que Deus estava ali… Eu não tenho intolerância religiosa, cada um busca Deus da forma que achar melhor... Mas pra mim, Deus não falou comigo em nenhum desses lugares. Até que eu comecei a estudar com as Testemunhas de Jeová.

Quando eu falo pras pessoas que sou um estudante, muitos não acreditam. Imagino que seja pelo meu jeito extrovertido de ser pessoalmente e na internet, pelo fato de eu ter uma empresa e, no dia a dia, falar palavrões, ter um vocabulário de rua ali no íntimo.

Mas ali, com eles, eu encontrei Deus de verdade. Os irmãos da congregação hoje pra mim são como minha segunda família. Um ancião (o que seria um “líder religioso” para vocês compreenderem melhor) tem me dado muito suporte nos momentos de crise de forma neutra. As Testemunhas de Jeová sofrem muito preconceito por questões como doação de sangue, não comemorar datas, falarem que há lavagem cerebral… Mas, bom, quem me conhece no íntimo vê em mim a mesma pessoa que eu era anos atrás, antes de começar a estudar com eles.

Ali dentro não tem lavagem cerebral. Você aprende e compreende o que nosso Deus Jeová quer pra gente e começa a abdicar de muitas coisas ao longo do tempo, não porque a “religião” diz, mas porque você não vê mais valor em X coisa e passa a valorizar outras que trazem paz e benefícios.

Eu, por exemplo, fumo cigarro, e imagino que todos saibam, mas não sou julgado por isso. Não fumo perto dos irmãos por respeito e por realmente querer dedicar um tempo a Deus de forma “pura e limpa”. Ali, todos somos seres humanos, temos problemas, recaídas, sentimentos…

Trabalho, ética e entrega

Mas, voltando a história: há muito tempo penso em falar publicamente sobre depressão, ansiedade e religião. Hoje, nada nessa vida faz sentido pra mim, absolutamente nada me traz felicidade. Eu não tenho mais prazer nas coisas que faço, apesar de, a cada serviço e cliente, todos elogiarem o meu desempenho e dizerem que está cada vez melhor.

“Mas se eu perdi o prazer e nada faz sentido, como consigo ser tão bom ainda?” Porque eu aprendi, ao longo do tempo, a diferenciar o pessoal do profissional. A vida pode não fazer mais sentido, mas o que eu faço tem sentido pro outro.

E, quando eu estou trabalhando, meu foco é totalmente nisso. Apesar de que as coisas não fazerem mais sentido, eu ainda amo as minhas profissões, levo meu trabalho muito a sério, nunca parei de estudar, praticar e testar visando o aprimoramento, e nem pretendo parar com isso. Eu dependo disso pra viver. Me tornar empresário foi uma escolha minha. As pessoas confiam em mim por causa disso e eu não posso deixá-las na mão.

Eu, apesar de um profissional “multifunção”, não sou perfeito. Trabalhar comigo pode ser problemático, pode ser chato, às vezes difícil. Mas meus clientes confiam em mim e gostam de trabalhar comigo porque eu levo muito a sério as coisas que faço e, quando há problemas, eu apresento soluções alternativas, às vezes, até ofereço a devolução total do dinheiro, mediante à execução do serviço que teve problemas no meio do caminho.

Essa postura faz diferença para os clientes que ao longo da jornada, encontraram tantos profissionais sem coragem de assumir o próprio erro e propor soluções.

2020–2023: vício, hipertrabalho e a noite do raio

Seguindo na minha vida pessoal: de 2020 a 2023, eu fui um viciado em remédios. Na minha empresa antiga, a Speed Productions, antes de virar KØDA FILMS, por causa do abuso de medicamentos eu conseguia trabalhar, em média, 14/16 horas por dia, além dos dias que virava 24/30 horas seguidas.

Por causa disso tudo, basicamente entre os 17 aos 21 anos, consegui faturar quase 200 mil reais com trabalhos pelo PJ e atividades paralelas no PF, o que é surpreendente pra um jovem que aos 18 anos, sem experiência nenhuma em gestão empresarial e financeira era dono da própria empresa.

Mas, bom, todo esse sucesso e crescimento exponencial foi interrompido quando eu recebi uma descarga elétrica de um raio, em 24 de janeiro de 2023. Eu tinha acabado de chegar de Belo Horizonte. Saí cedo naquele dia e voltei por volta das 19h. Montei meu notebook e fui separar os vídeos que havia gravado pra agilizar o dia seguinte. De repente, começou a chover e caiu um raio perto de casa.

Meu notebook eu só uso conectado na tomada, o tempo todo de fone de ouvido. Foi aí que eu fui eletrocutado. Eu vi o clarão do raio de canto de olho, um barulho ensurdecedor e veio a tensão elétrica. Na hora, bati a mão no fone, quando tirei o fone de ouvido, no reflexo, meu corpo desligou totalmente por 1 segundo e voltou, como se eu tivesse desmaiado e retornado na mesma hora.

Depois do susto, tudo parecia normal deixando outros detalhes de fora. Os dias foram passando e eu fui trabalhando normalmente. Na época, eu atendia sozinho cinco empresas diferentes, junto de um funcionário. Uns dez dias depois, eu estava completamente louco, não conseguia mais dormir, a capacidade de raciocínio foi diminuindo, a fadiga aumentando até chegar num nível extremo. No último dia antes de ir aos médicos, ao acordar, eu tomei 70 mg de ritalina (o que já pode ser letal) e não senti nenhum efeito. Os outros remédios controlados também pararam de fazer efeito.

Fui no psiquiatra, após passar por um cardiologista, e ela aumentou as doses dos medicamentos.

  • A Quetiapina (o famoso Queetros) saiu de 100 pra 200 mg;

  • O Depakote, de 500 mg pra 1 g;

  • A Ritalina foi cortada e entrou a Bupropiona 300 mg pra controle de humor.

    Como eu estava ficando mais de 24 horas acordado todos os dias desde a descarga elétrica, eu estava num nível de estresse e agressividade verbal anormal.

Essa brincadeira me deixou dois meses de cama. Eu dormia mais de 16 horas por dia com a quetiapina de 200 mg e, quando acordava, levava de 1 a 2 horas pra sair da cama. Não conseguia responder simples palavras como “bom dia”, ou pedir alguém pra pegar um copo d’água… E, após dois meses, quando o corpo finalmente começava a acostumar com os remédios, uma familiar muito próximo meu tentou cometer suicídio e ficou internado, literalmente entre a vida e a morte.

Eu passei quase 80 horas seguidas acordado, dirigindo no lugar do meu pai de casa pro hospital, do hospital pra casa, porque ele não tinha condições de dirigir e não queria dormir aguardando retorno dos médicos, então eu fiquei acordado no lugar dele aguardando as ligações.

Vocês têm noção do que é você já estar numa situação ruim e viver o que eu chamo de “desgraça completa”? Passar quase 80 horas sem dormir, com a responsabilidade de conduzir um veículo fadigado ao extremo por pura necessidade?…

Depois que esse familiar meu recebeu alta e meus pais falaram que naquele momento eu podia descansar, que eu podia dormir, eu lembro de não ter vontade nenhuma de dormir. Eu queria continuar acordado pra estar pronto pra agir, mesmo exausto. Aí eles insistiram e, naquele dia, eu dormi quase 24 horas seguidas…

Se já estava ruim, ali foi o ponto final. Me destruiu completamente. Eu estava pensando em cometer suicídio por causa da incapacitação que veio da descarga elétrica que me impediu de trabalhar e literalmente sair de casa, e ver como minha família ficou quando os médicos falaram “Ele vai viver, mas provavelmente com sequelas pro resto da vida” acabou comigo.

Porque, diante daquela situação, se eu tentasse tirar a minha própria vida e falhasse, eu poderia ficar até mesmo em estado vegetativo no hospital, e quando tudo "passou", eu parei para refletir que estava pensando e planejando fazer isso, ver o desespero da minha familia naquela situação real com um familiar, fez eu refletir em mim mesmo, o que me destruiu de vez.

Lutos, cansaço de performar e “o inteligente quieto”

E, bom, eu só estou aqui hoje porque, quando eu já tinha desistido completamente da vida lá em 2023, eu tive uma hora de conversa com a minha ex-namorada, alguns dias antes do que aconteceu com esse familiar meu. Ela me deu uma luz muito grande e me fez prometer que eu nunca iria cometer suicídio. E então, estou aqui até hoje.

Essa conversa foi muito boa, mas os meses seguintes não foram fáceis. Entre 2023 e 2025, tive crises de saúde severas, perdi um irmão num grave acidente de moto nesse ano de 2025, perdi um amigo num grave acidente de carro, perdi uma tia pro câncer. Tive meus momentos de crise de ansiedade. Não tem sido nada fácil pessoal.

Hoje em dia eu já não consigo mais ter aquela postura toda: aquele cara sempre muito bem arrumado, sem um amassado sequer na camisa, tudo 100% limpo e ajeitado… Eu estou cansado de sorrir, cansado de parecer ser o cara, o empresário com a vida perfeita.

É por isso que estou relatando isso pra vocês. Sou um dos melhores profissionais da minha cidade, e isso vai continuar por muito tempo, mas não tenho mais energia pra aparentar ser o melhor que o trabalho exige.

Eu não ando igual mulambo por aí, ainda me visto bem, mas não chega nem perto de algum tempo atrás. Em todos os lugares que eu vou, por causa do trabalho, eu tenho que estar sorrindo, bem-humorado, bem-vestido, até pela função que eu exerço hoje em dia. É disso que as pessoas gostam. É assim que se cresce aos poucos: energia boa atrai energia boa. Mas… e quando você não tem mais energia?

Eu não tenho medo dos meus clientes lerem isso e me substituírem por outro profissional, até porque ninguém é perfeito. Aqui eu quero que vocês me conheçam de verdade. Eu estou cansado de fingir que está tudo bem. Daqui pra frente, eu quero transparecer isso a vocês.

Eu não vou ser aquele cara negativo perto de vocês. Eu vou me tornar “o inteligente quieto”: sem sorrisos falsos, sem energia simulada… Vou tirar a máscara em quase todos os lugares.

Provas, preço e propósito

Desde criança eu sempre ouvi de tudo e de todos que eu seria um fracassado, que nunca seria amado, que nunca seria alguém… Olhem isso, meus amigos:

  • Eu tenho três painéis de reconhecimento no Google;

  • Fiz a cobertura da reabertura da Expo7 na minha cidade, credenciado pela prefeitura;

  • Sou formado em várias áreas, mesmo sendo “analfabeto”;

  • Tenho contatos com profissionais de todo o Brasil e fora do país;

  • As pessoas me procuram pra pedir ajuda e opiniões em todas as áreas da vida e profissional;

  • Eu já escrevi um livro com mais de 11 mil leitores em mais de 40 países, e tudo isso sendo analfabeto. Eu nunca me formei: abandonei a escola no fundamental;

  • Além disso, tive uma empresa que já faturou quase 200 mil reais até o momento que parei de vez em 2023.


    Hoje em dia as pessoas me querem por perto; alguns até tiram do próprio bolso pra fazer um esforço pra me manter por perto por mais tempo…

E aqui eu deixo a pergunta pra todos que um dia me disseram que eu nunca seria alguém: está bom pra vocês?

Porque tudo que eu sou hoje é fruto de ter crescido ouvindo, desde criança, que eu nunca seria ninguém. Isso custou a minha paz, a minha sanidade, me gerou graves problemas de ansiedade e depressão que todo o dinheiro que eu tinha não foi capaz de devolver.

Eu não estou me fazendo de vítima da sociedade. É a minha história. Eu amo o que eu faço, mas a minha vida não é fácil.

Desde criança eu sempre fui o esquisito, o isolado, visto como o sem futuro. Teve uma vez, aos 14 anos, que eu fui a uma palestra de um empresário. No final, eu disse pra ele que tinha o sonho de investir em infraestrutura escolar no futuro, pra melhorar a educação nesse país, expliquei a ideia pra ele e, ele virou pra mim e falou: “Cara, a sua ideia é boa, é muito legal, mas não funciona.” E me deu as costas. Hoje, como empresário desde os 18 anos, vocês não têm noção da raiva que eu tenho desse cara ao lembrar disso. Um cara que, por um momento, foi um espelho pra mim, matou meu sonho ali, enfiou uma estaca na minha perna que não sai mais.

Depois de anos de terapia e uso intensivo de remédios, eu voltei a um estado normal. Desde março de 2025 eu não uso mais controlados e tenho um quadro estável. Mas eu vivo fadigado, cansado, muitas vezes desanimado, mesmo quando entra dinheiro na conta ou faço avanços importantes na carreira. Porque tudo que eu cresci ouvindo ecoa no fundo da minha mente até hoje, mesmo eu provando pra mim mesmo e pra todos, a ponto de alguns me pedirem perdão pessoalmente, que eu não sou aquilo que falavam.

Tudo isso custou a minha alegria, a minha vontade de viver, a cor com que eu enxergava na vida.

  • Ser bom não é suficiente.

  • Receber elogios e ser requisitado pra grandes projetos não é suficiente.

  • Ter dinheiro na conta não é suficiente.

  • Ter amigos de verdade não é mais suficiente.

  • Ter clientes honestos, muitos que viraram amigos, não é suficiente.

  • Ter uma boa família, possibilidade de viajar com frequência, conhecer pessoas, ajudar quem for… não é suficiente.


    Buscar a Deus, que é o ponto crítico mais importante é suficiente, mas, pra mim, nesse momento, não foi capaz de suprir todas as minhas dores. Deus na minha vida restaurou a minha paz; hoje eu consigo deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz quando consigo deixar problemas e responsabilidades de lado, mas ainda não restaurou a minha pessoa.

Verdade final e horizonte

É isso, meus amigos. Talvez expor isso publicamente seja ruim pra mim? Como profissional, talvez. Talvez seja ruim a família inteira, amigos e familiares terem acesso a isso? Sim. Mas eu cansei de guardar só pra mim.

Hoje eu não penso mais em suicídio como foi por longos anos. Quero continuar vivo. Tenho muita fé em Jeová de que tudo isso vai passar, apesar de que estou mentalmente fadigado ao extremo.

Eu não desisti até hoje por causa das pessoas que estão ao meu lado.

  • Muitos vêm até mim como se eu fosse uma luz;

  • Muitos não desistiram por minha causa;

  • Muitos começaram por minha causa;

  • Muitos desistiram da ideia da morte por minha causa;

  • Muitos mudaram de vida por minha causa, por causa da minha presença.

    Então não seria justo com esses simplesmente abrir os braços e abraçar a morte. Eu não posso fazer isso. Eu não posso permitir que o diabo vença e apague mais uma luz nesse mundo.

Mais no futuro, eu pretendo lançar mais livros, e um deles vai ser uma continuação do meu primeiro livro, narrando a minha história e mudando um pouco o rumo e da proposta inicial do livro, onde eu vou contar toda a história da minha, como tudo começou desde quando fui adotado quando criança, a minha infância, a minha adolescência, a fase escolar, a fase adulta, vou explicar tudo como foi com o objetivo de trazer uma perspectiva de reflexão e transformação.

Eu posso estar em uma situação ruim nesse momento, mas vocês não me viram desistir. É triste viver assim? É muito triste e eu não vou negar, mas eu estou vivo, não estou? Então cabe a mim correr atrás para mudar minha realidade.

Uma vez eu ouvi uma frase que marcou a minha vida, é a frase mais injusta, porém verdadeira dessa vida que poucos são capazes de compreender, a frase é:

  • Cada um tem a vida que merece.

Eu sei que, falar essa frase é tipo falar que eu mereço passar por tudo isso, mas, como cristão, se Deus permite que nesse momento eu tenha tantas dores e provações, e mesmo estando exausto, eu conseguir tirar pessoas do buraco que eu mesmo ainda não consegui sair, é porque tem um propósito, ou seja:

Eu estou exatamente onde deveria estar, tendo a vida que eu mereço nesse momento para que no amanhã eu possa me tornar quem eu vou merecer ser no dia de amanhã.

Bom, vou suportar o processo até lá? Isso só Jeová sabe... Mas, enquanto depender de mim aqui na terra, vou continuar fazendo a minha parte, viemos do pó, e ao pó vamos retornar, independente da crença, raça ou gênero, assim é a lei da natureza, a lei de Deus.


Você precisa de ajuda?

Se a minha história falou com você, pode me procurar. Eu posso te escutar e dar conselhos do que aprendi e, dependendo da situação, indicar profissionais de minha confiança (psicologia, psiquiatria e serviços de cuidado).

📩 Contato:

Clica AQUI pra ir lá pro meu zap

Posso demorar um pouco pra responder pelo zap por causa do trabalho, mas no final da sua mensagem, manda mais uma mensagem assim: "AJUDA AQUI", com essa última mensagem, eu vou saber do que se trata o assunto e vou priorizar o meu tempo para te ouvir. Essa é uma tática que utilizo com profissionais para determinar a prioridade de cada mensagem e o tempo que temos para responder X assunto.


Ou, me manda uma DM lá no Insta @ryan_jose_valadares_

Pode clicar aí no meu nome que vai pra lá.


Importante: não realizo atendimento de crise nem substituo acompanhamento profissional. Minha intenção é te orientar e encaminhar você para o cuidado adequado.

Pela primeira vez na vida após o lançamento do meu livro "Ainda é possível desenvolver a nossa vida?", estou falando abertamente sobre o meu quadro clínico de saúde.

Primeira confissão pública

Bom, meus amigos, essa é a primeira vez que eu falo publicamente sobre o meu quadro de saúde. Como essas informações são sigilosas, pensei por muitos e muitos meses antes de expor esse meu lado que poucos conhecem. No meu livro, lançado aos 17 anos, eu falo sobre a depressão, foi somente ali e nunca mais.

Pra quem acompanha só de fora, deve parecer que eu não sofro mais com isso… mas não é verdade.

Fé, busca e pertencimento

Atualmente eu tenho um quadro de TDM e TAG generalizada, estáveis. Passei cinco anos usando medicamentos controlados e, quando parei de contar, os gastos com medicina já tinham passado de 60 mil reais.

Era acompanhamento excessivamente intenso e, por ter começado a tomar remédios muito cedo e ter aberto uma empresa, eu me tornei um viciado em remédios…

Por muitos anos eu me perguntei como me aproximar de Deus. O que eu tinha que fazer? Onde buscá-lo? Durante anos, passei por várias religiões.

Voltei a frequentar a Igreja Católica, fui nas igrejas evangélicas, cheguei a ir a um centro de Candomblé por alguns meses pensando que Deus estava ali… Eu não tenho intolerância religiosa, cada um busca Deus da forma que achar melhor... Mas pra mim, Deus não falou comigo em nenhum desses lugares. Até que eu comecei a estudar com as Testemunhas de Jeová.

Quando eu falo pras pessoas que sou um estudante, muitos não acreditam. Imagino que seja pelo meu jeito extrovertido de ser pessoalmente e na internet, pelo fato de eu ter uma empresa e, no dia a dia, falar palavrões, ter um vocabulário de rua ali no íntimo.

Mas ali, com eles, eu encontrei Deus de verdade. Os irmãos da congregação hoje pra mim são como minha segunda família. Um ancião (o que seria um “líder religioso” para vocês compreenderem melhor) tem me dado muito suporte nos momentos de crise de forma neutra. As Testemunhas de Jeová sofrem muito preconceito por questões como doação de sangue, não comemorar datas, falarem que há lavagem cerebral… Mas, bom, quem me conhece no íntimo vê em mim a mesma pessoa que eu era anos atrás, antes de começar a estudar com eles.

Ali dentro não tem lavagem cerebral. Você aprende e compreende o que nosso Deus Jeová quer pra gente e começa a abdicar de muitas coisas ao longo do tempo, não porque a “religião” diz, mas porque você não vê mais valor em X coisa e passa a valorizar outras que trazem paz e benefícios.

Eu, por exemplo, fumo cigarro, e imagino que todos saibam, mas não sou julgado por isso. Não fumo perto dos irmãos por respeito e por realmente querer dedicar um tempo a Deus de forma “pura e limpa”. Ali, todos somos seres humanos, temos problemas, recaídas, sentimentos…

Trabalho, ética e entrega

Mas, voltando a história: há muito tempo penso em falar publicamente sobre depressão, ansiedade e religião. Hoje, nada nessa vida faz sentido pra mim, absolutamente nada me traz felicidade. Eu não tenho mais prazer nas coisas que faço, apesar de, a cada serviço e cliente, todos elogiarem o meu desempenho e dizerem que está cada vez melhor.

“Mas se eu perdi o prazer e nada faz sentido, como consigo ser tão bom ainda?” Porque eu aprendi, ao longo do tempo, a diferenciar o pessoal do profissional. A vida pode não fazer mais sentido, mas o que eu faço tem sentido pro outro.

E, quando eu estou trabalhando, meu foco é totalmente nisso. Apesar de que as coisas não fazerem mais sentido, eu ainda amo as minhas profissões, levo meu trabalho muito a sério, nunca parei de estudar, praticar e testar visando o aprimoramento, e nem pretendo parar com isso. Eu dependo disso pra viver. Me tornar empresário foi uma escolha minha. As pessoas confiam em mim por causa disso e eu não posso deixá-las na mão.

Eu, apesar de um profissional “multifunção”, não sou perfeito. Trabalhar comigo pode ser problemático, pode ser chato, às vezes difícil. Mas meus clientes confiam em mim e gostam de trabalhar comigo porque eu levo muito a sério as coisas que faço e, quando há problemas, eu apresento soluções alternativas, às vezes, até ofereço a devolução total do dinheiro, mediante à execução do serviço que teve problemas no meio do caminho.

Essa postura faz diferença para os clientes que ao longo da jornada, encontraram tantos profissionais sem coragem de assumir o próprio erro e propor soluções.

2020–2023: vício, hipertrabalho e a noite do raio

Seguindo na minha vida pessoal: de 2020 a 2023, eu fui um viciado em remédios. Na minha empresa antiga, a Speed Productions, antes de virar KØDA FILMS, por causa do abuso de medicamentos eu conseguia trabalhar, em média, 14/16 horas por dia, além dos dias que virava 24/30 horas seguidas.

Por causa disso tudo, basicamente entre os 17 aos 21 anos, consegui faturar quase 200 mil reais com trabalhos pelo PJ e atividades paralelas no PF, o que é surpreendente pra um jovem que aos 18 anos, sem experiência nenhuma em gestão empresarial e financeira era dono da própria empresa.

Mas, bom, todo esse sucesso e crescimento exponencial foi interrompido quando eu recebi uma descarga elétrica de um raio, em 24 de janeiro de 2023. Eu tinha acabado de chegar de Belo Horizonte. Saí cedo naquele dia e voltei por volta das 19h. Montei meu notebook e fui separar os vídeos que havia gravado pra agilizar o dia seguinte. De repente, começou a chover e caiu um raio perto de casa.

Meu notebook eu só uso conectado na tomada, o tempo todo de fone de ouvido. Foi aí que eu fui eletrocutado. Eu vi o clarão do raio de canto de olho, um barulho ensurdecedor e veio a tensão elétrica. Na hora, bati a mão no fone, quando tirei o fone de ouvido, no reflexo, meu corpo desligou totalmente por 1 segundo e voltou, como se eu tivesse desmaiado e retornado na mesma hora.

Depois do susto, tudo parecia normal deixando outros detalhes de fora. Os dias foram passando e eu fui trabalhando normalmente. Na época, eu atendia sozinho cinco empresas diferentes, junto de um funcionário. Uns dez dias depois, eu estava completamente louco, não conseguia mais dormir, a capacidade de raciocínio foi diminuindo, a fadiga aumentando até chegar num nível extremo. No último dia antes de ir aos médicos, ao acordar, eu tomei 70 mg de ritalina (o que já pode ser letal) e não senti nenhum efeito. Os outros remédios controlados também pararam de fazer efeito.

Fui no psiquiatra, após passar por um cardiologista, e ela aumentou as doses dos medicamentos.

  • A Quetiapina (o famoso Queetros) saiu de 100 pra 200 mg;

  • O Depakote, de 500 mg pra 1 g;

  • A Ritalina foi cortada e entrou a Bupropiona 300 mg pra controle de humor.

    Como eu estava ficando mais de 24 horas acordado todos os dias desde a descarga elétrica, eu estava num nível de estresse e agressividade verbal anormal.

Essa brincadeira me deixou dois meses de cama. Eu dormia mais de 16 horas por dia com a quetiapina de 200 mg e, quando acordava, levava de 1 a 2 horas pra sair da cama. Não conseguia responder simples palavras como “bom dia”, ou pedir alguém pra pegar um copo d’água… E, após dois meses, quando o corpo finalmente começava a acostumar com os remédios, uma familiar muito próximo meu tentou cometer suicídio e ficou internado, literalmente entre a vida e a morte.

Eu passei quase 80 horas seguidas acordado, dirigindo no lugar do meu pai de casa pro hospital, do hospital pra casa, porque ele não tinha condições de dirigir e não queria dormir aguardando retorno dos médicos, então eu fiquei acordado no lugar dele aguardando as ligações.

Vocês têm noção do que é você já estar numa situação ruim e viver o que eu chamo de “desgraça completa”? Passar quase 80 horas sem dormir, com a responsabilidade de conduzir um veículo fadigado ao extremo por pura necessidade?…

Depois que esse familiar meu recebeu alta e meus pais falaram que naquele momento eu podia descansar, que eu podia dormir, eu lembro de não ter vontade nenhuma de dormir. Eu queria continuar acordado pra estar pronto pra agir, mesmo exausto. Aí eles insistiram e, naquele dia, eu dormi quase 24 horas seguidas…

Se já estava ruim, ali foi o ponto final. Me destruiu completamente. Eu estava pensando em cometer suicídio por causa da incapacitação que veio da descarga elétrica que me impediu de trabalhar e literalmente sair de casa, e ver como minha família ficou quando os médicos falaram “Ele vai viver, mas provavelmente com sequelas pro resto da vida” acabou comigo.

Porque, diante daquela situação, se eu tentasse tirar a minha própria vida e falhasse, eu poderia ficar até mesmo em estado vegetativo no hospital, e quando tudo "passou", eu parei para refletir que estava pensando e planejando fazer isso, ver o desespero da minha familia naquela situação real com um familiar, fez eu refletir em mim mesmo, o que me destruiu de vez.

Lutos, cansaço de performar e “o inteligente quieto”

E, bom, eu só estou aqui hoje porque, quando eu já tinha desistido completamente da vida lá em 2023, eu tive uma hora de conversa com a minha ex-namorada, alguns dias antes do que aconteceu com esse familiar meu. Ela me deu uma luz muito grande e me fez prometer que eu nunca iria cometer suicídio. E então, estou aqui até hoje.

Essa conversa foi muito boa, mas os meses seguintes não foram fáceis. Entre 2023 e 2025, tive crises de saúde severas, perdi um irmão num grave acidente de moto nesse ano de 2025, perdi um amigo num grave acidente de carro, perdi uma tia pro câncer. Tive meus momentos de crise de ansiedade. Não tem sido nada fácil pessoal.

Hoje em dia eu já não consigo mais ter aquela postura toda: aquele cara sempre muito bem arrumado, sem um amassado sequer na camisa, tudo 100% limpo e ajeitado… Eu estou cansado de sorrir, cansado de parecer ser o cara, o empresário com a vida perfeita.

É por isso que estou relatando isso pra vocês. Sou um dos melhores profissionais da minha cidade, e isso vai continuar por muito tempo, mas não tenho mais energia pra aparentar ser o melhor que o trabalho exige.

Eu não ando igual mulambo por aí, ainda me visto bem, mas não chega nem perto de algum tempo atrás. Em todos os lugares que eu vou, por causa do trabalho, eu tenho que estar sorrindo, bem-humorado, bem-vestido, até pela função que eu exerço hoje em dia. É disso que as pessoas gostam. É assim que se cresce aos poucos: energia boa atrai energia boa. Mas… e quando você não tem mais energia?

Eu não tenho medo dos meus clientes lerem isso e me substituírem por outro profissional, até porque ninguém é perfeito. Aqui eu quero que vocês me conheçam de verdade. Eu estou cansado de fingir que está tudo bem. Daqui pra frente, eu quero transparecer isso a vocês.

Eu não vou ser aquele cara negativo perto de vocês. Eu vou me tornar “o inteligente quieto”: sem sorrisos falsos, sem energia simulada… Vou tirar a máscara em quase todos os lugares.

Provas, preço e propósito

Desde criança eu sempre ouvi de tudo e de todos que eu seria um fracassado, que nunca seria amado, que nunca seria alguém… Olhem isso, meus amigos:

  • Eu tenho três painéis de reconhecimento no Google;

  • Fiz a cobertura da reabertura da Expo7 na minha cidade, credenciado pela prefeitura;

  • Sou formado em várias áreas, mesmo sendo “analfabeto”;

  • Tenho contatos com profissionais de todo o Brasil e fora do país;

  • As pessoas me procuram pra pedir ajuda e opiniões em todas as áreas da vida e profissional;

  • Eu já escrevi um livro com mais de 11 mil leitores em mais de 40 países, e tudo isso sendo analfabeto. Eu nunca me formei: abandonei a escola no fundamental;

  • Além disso, tive uma empresa que já faturou quase 200 mil reais até o momento que parei de vez em 2023.


    Hoje em dia as pessoas me querem por perto; alguns até tiram do próprio bolso pra fazer um esforço pra me manter por perto por mais tempo…

E aqui eu deixo a pergunta pra todos que um dia me disseram que eu nunca seria alguém: está bom pra vocês?

Porque tudo que eu sou hoje é fruto de ter crescido ouvindo, desde criança, que eu nunca seria ninguém. Isso custou a minha paz, a minha sanidade, me gerou graves problemas de ansiedade e depressão que todo o dinheiro que eu tinha não foi capaz de devolver.

Eu não estou me fazendo de vítima da sociedade. É a minha história. Eu amo o que eu faço, mas a minha vida não é fácil.

Desde criança eu sempre fui o esquisito, o isolado, visto como o sem futuro. Teve uma vez, aos 14 anos, que eu fui a uma palestra de um empresário. No final, eu disse pra ele que tinha o sonho de investir em infraestrutura escolar no futuro, pra melhorar a educação nesse país, expliquei a ideia pra ele e, ele virou pra mim e falou: “Cara, a sua ideia é boa, é muito legal, mas não funciona.” E me deu as costas. Hoje, como empresário desde os 18 anos, vocês não têm noção da raiva que eu tenho desse cara ao lembrar disso. Um cara que, por um momento, foi um espelho pra mim, matou meu sonho ali, enfiou uma estaca na minha perna que não sai mais.

Depois de anos de terapia e uso intensivo de remédios, eu voltei a um estado normal. Desde março de 2025 eu não uso mais controlados e tenho um quadro estável. Mas eu vivo fadigado, cansado, muitas vezes desanimado, mesmo quando entra dinheiro na conta ou faço avanços importantes na carreira. Porque tudo que eu cresci ouvindo ecoa no fundo da minha mente até hoje, mesmo eu provando pra mim mesmo e pra todos, a ponto de alguns me pedirem perdão pessoalmente, que eu não sou aquilo que falavam.

Tudo isso custou a minha alegria, a minha vontade de viver, a cor com que eu enxergava na vida.

  • Ser bom não é suficiente.

  • Receber elogios e ser requisitado pra grandes projetos não é suficiente.

  • Ter dinheiro na conta não é suficiente.

  • Ter amigos de verdade não é mais suficiente.

  • Ter clientes honestos, muitos que viraram amigos, não é suficiente.

  • Ter uma boa família, possibilidade de viajar com frequência, conhecer pessoas, ajudar quem for… não é suficiente.


    Buscar a Deus, que é o ponto crítico mais importante é suficiente, mas, pra mim, nesse momento, não foi capaz de suprir todas as minhas dores. Deus na minha vida restaurou a minha paz; hoje eu consigo deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz quando consigo deixar problemas e responsabilidades de lado, mas ainda não restaurou a minha pessoa.

Verdade final e horizonte

É isso, meus amigos. Talvez expor isso publicamente seja ruim pra mim? Como profissional, talvez. Talvez seja ruim a família inteira, amigos e familiares terem acesso a isso? Sim. Mas eu cansei de guardar só pra mim.

Hoje eu não penso mais em suicídio como foi por longos anos. Quero continuar vivo. Tenho muita fé em Jeová de que tudo isso vai passar, apesar de que estou mentalmente fadigado ao extremo.

Eu não desisti até hoje por causa das pessoas que estão ao meu lado.

  • Muitos vêm até mim como se eu fosse uma luz;

  • Muitos não desistiram por minha causa;

  • Muitos começaram por minha causa;

  • Muitos desistiram da ideia da morte por minha causa;

  • Muitos mudaram de vida por minha causa, por causa da minha presença.

    Então não seria justo com esses simplesmente abrir os braços e abraçar a morte. Eu não posso fazer isso. Eu não posso permitir que o diabo vença e apague mais uma luz nesse mundo.

Mais no futuro, eu pretendo lançar mais livros, e um deles vai ser uma continuação do meu primeiro livro, narrando a minha história e mudando um pouco o rumo e da proposta inicial do livro, onde eu vou contar toda a história da minha, como tudo começou desde quando fui adotado quando criança, a minha infância, a minha adolescência, a fase escolar, a fase adulta, vou explicar tudo como foi com o objetivo de trazer uma perspectiva de reflexão e transformação.

Eu posso estar em uma situação ruim nesse momento, mas vocês não me viram desistir. É triste viver assim? É muito triste e eu não vou negar, mas eu estou vivo, não estou? Então cabe a mim correr atrás para mudar minha realidade.

Uma vez eu ouvi uma frase que marcou a minha vida, é a frase mais injusta, porém verdadeira dessa vida que poucos são capazes de compreender, a frase é:

  • Cada um tem a vida que merece.

Eu sei que, falar essa frase é tipo falar que eu mereço passar por tudo isso, mas, como cristão, se Deus permite que nesse momento eu tenha tantas dores e provações, e mesmo estando exausto, eu conseguir tirar pessoas do buraco que eu mesmo ainda não consegui sair, é porque tem um propósito, ou seja:

Eu estou exatamente onde deveria estar, tendo a vida que eu mereço nesse momento para que no amanhã eu possa me tornar quem eu vou merecer ser no dia de amanhã.

Bom, vou suportar o processo até lá? Isso só Jeová sabe... Mas, enquanto depender de mim aqui na terra, vou continuar fazendo a minha parte, viemos do pó, e ao pó vamos retornar, independente da crença, raça ou gênero, assim é a lei da natureza, a lei de Deus.


Você precisa de ajuda?

Se a minha história falou com você, pode me procurar. Eu posso te escutar e dar conselhos do que aprendi e, dependendo da situação, indicar profissionais de minha confiança (psicologia, psiquiatria e serviços de cuidado).

📩 Contato:

Clica AQUI pra ir lá pro meu zap

Posso demorar um pouco pra responder pelo zap por causa do trabalho, mas no final da sua mensagem, manda mais uma mensagem assim: "AJUDA AQUI", com essa última mensagem, eu vou saber do que se trata o assunto e vou priorizar o meu tempo para te ouvir. Essa é uma tática que utilizo com profissionais para determinar a prioridade de cada mensagem e o tempo que temos para responder X assunto.


Ou, me manda uma DM lá no Insta @ryan_jose_valadares_

Pode clicar aí no meu nome que vai pra lá.


Importante: não realizo atendimento de crise nem substituo acompanhamento profissional. Minha intenção é te orientar e encaminhar você para o cuidado adequado.

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