Estilo de Vida

Conheça o MITO, o galo que marcou minha vida mais do que muita gente imagina

Conheça o MITO, o galo que marcou minha vida mais do que muita gente imagina

11 de dez. de 2025

MITO – o galo que marcou minha infância mais do que muita gente imagina

Quando eu era criança e pré-adolescente, eu tive um galo de estimação.

  • Não era “um galo da chácara”.

  • Não era “um bicho qualquer”.

Era o MEU galo.

Lá por volta de 2016, meu pai criava algumas galinhas na chácara dele. Eu não lembro exatamente se o galinheiro já estava pronto ou se tudo era naquele famoso "jeitinho brasileiro", mas lembro bem do momento em que um dos pintinhos nasceu, cresceu e virou um galo grande, bonito e diferentão.

Em algum ponto da vida, aquele galo ficou manso, tão manso que eu conseguia pegar ele no colo sem ele correr de mim, até hoje eu não sei explicar isso direito. Talvez veio de algo antes.

O “encantador de galinhas”

Minha mãe sempre contou que, quando eu era bem pequeno, entre 2 e 5 anos, eu tinha um apelido curioso na família:

Encantador de galinhas.

Eu gostava tanto dos bichinhos que pegava os pintinhos e apertava. Não por maldade, mas por ser uma criança sem noção de nada mesmo. Coitados, não podiam ficar sozinhos comigo…

Na pré-adolescência, eu já não me lembro mais se conseguia pegar qualquer galinha sozinho, mas o apelido acabou ficando. Desde criança, eu sempre gostei muito de animais porque eu sempre fui uma criança muito diferente.

Uma infância solitária e a natureza como refúgio

Na escola, eu era o excluído, ignorado, ficava sempre de fora dos grupos. A insônia crônica já existia nessa fase da minha vida, então, enquanto outras crianças dormiam, eu passava horas acordado em casa assistindo televisão.

Para todos os amigos que estavam comigo naquela época e permaneceram até os dias de hoje, em breve farei mais uma publicação no blog explicando como foi a fase da escola para mim e como eu me sentia, pois afirmar que estive totalmente solitário na infância é uma injustiça com muitos.

  • SBT;

  • TV Globinho;

  • Nickelodeon;

  • Discovery Kids.

E sim, eu gostava muito de assistir Dora Aventureira, Bob Esponja… Gostava muito e gosto de desenhos até hoje, inclusive, sou muito fã de Futurama, quase fui à loucura quando anunciaram a continuação da série após quase 10 anos parada.

Mas o que eu mais gostava mesmo era de assistir documentários sobre a vida animal. Sempre fui fascinado pela forma como os animais vivem, se comportam e coexistem com os humanos. Hoje, já adulto, eu entendo algo que naquela época eu só sentia:

Um animal tem um poder real de ajudar um ser humano a sair da depressão em muitas situações.

Como eu cresci em chácaras e fazendas, o contato com animais sempre foi comum. Patos, gansos, vacas, búfalos, pavões, aves de todo tipo, peixes, cobras… tudo isso fazia parte do cenário. O primeiro avestruz que eu vi na vida foi em 2015, no restaurante Engenho, perto de Sete Lagoas. Eu lembro disso até hoje.

O surgimento do MITO

É nesse contexto que surge o galo, o nome dele era MITO.

E não era exagero.

O bicho era grande, gordo e extremamente preguiçoso. Dormia jogado no quintal de um jeito que, quando eu chegava em casa e chamava ele, ele não respondia. Eu corria pra ver achando que ele tinha morrido… e ele estava só tomando um solzinho kkkkk.

O jeito de andar dele era uma das coisas mais engraçadas que eu já vi na vida. Ele corria abrindo as pernas em forma de V, parecia que ia cair a qualquer momento, mas nunca caiu… Com exceção de quando ele estava num degrau e foi andando pra frente e pisou em falso kkkkkkkk, esse dia também foi muito engraçado porque o MITO caiu na terra plana, uma queda de uns 10cm de altura e saiu rolando na terra. Meu Deus, como esse galo era engraçado e desesperado também kkkkkkkkkkkkkk.

Teve um dia que ele tentou cantar e o som não saiu. Eu acho que foi um dos dias que eu mais ri na minha vida vendo um galo falhar em cantar.

Meu melhor amigo naquela fase

Naquela fase da minha vida, o MITO era meu melhor amigo.

Eu acordava ele todos os dias antes de ir pra escola "quando eu ia pra escola", literalmente, eu acordava o galo pra ele cantar. À tarde, eu passava muito tempo com ele, brincando, enchendo o saco, perturbando mesmo. Hoje, olhando pra trás, eu percebo o quanto aquilo era importante pra mim.

Eu não tinha muitos amigos, mas tinha um galo que ninguém nunca teve e jamais teria, algo único.

A morte do MITO

Em meados de 2018, o MITO acabou morrendo.

Na época, eu só tinha um Moto G2. Peguei o Redmi Note 5 Pro cerca de dois meses depois. Muitas fotos que eu fazia dele eu mandava direto no WhatsApp de amigos e familiares, então com o tempo várias se perderam… A morte dele me abalou mais do que eu imaginava, não foi só tristeza, foi uma decepção com a vida.

Eu realmente achava que ele iria viver até os dias de hoje, que eu iria gravar vídeos com ele, postar no YouTube, fazer fotos profissionais, mostrar ele nas redes sociais… E ali vem uma das primeiras lições duras da minha vida:

Tudo que vive tem o seu próprio tempo.

Hoje, olhando pra trás, eu entendo que a morte do MITO foi a primeira grande experiência real que eu tive com perda de algo que eu amava muito. Foi quando eu comecei a entender que:

Eu nunca teria tudo o que eu queria. Que o mundo não girava em torno de mim.

Apesar de eu já lidar com depressão desde 2014/2015, a morte do MITO vira um ponto muito marcante pra mim.

O enterro que não aconteceu

A morte acontece rápido. Eu vou pra escola, volto, meu pai fala que ele está doente. Em algum momento, o MITO tomba de lado, se debate por alguns minutos e morre. Eu acredito que tenha sido um infarto.

Eu queria enterrar ele no quintal, cavar um buraco e me despedir direito dele, mas meu pai, do jeito raiz dele, enrola o galo em várias sacolas e joga na lixeira da rua (hoje eu dou muitas risadas disso, no meu pessoal com os amigos, eu falaria algo do tipo "Porra, mas que merda cara, meu pai jogou o galo no lixo… Puta que pariu, sacanagem demais isso vei" e rindo muito ao falar isso).

Na época, isso me deixou chateado demais, hoje virou mais uma história pra rir sobre a vida do Ryan José Valadares, mais uma história das centenas de milhares. Eu não sinto raiva, nunca senti, meu pai é meu herói.

Começou do zero e chegou longe pra caramba. Mas o MITO era meu, não do meu pai, então.. como eu posso julgá-lo por ter feito aquilo? Eu também não me lembro se eu tinha avisado ele que iria enterrar o MITO.

O que ficou

Com o tempo, eu consegui recuperar muitas fotos do MITO. Amigos acharam e me mandaram arquivos antigos, fotos desaparecidas e perdidas na história. Hoje eu tenho cerca de 150 fotos dele e todas são importantes pra mim.

Meu sonho sempre foi simples:

  • Tornar o meu galo, que tinha o nome de MITO, conhecido.

Não que eu fale dele no dia a dia para as pessoas. Quase ninguém sabe dessa história no meu meio profissional hoje em dia, e acredito que muitos amigos que naquela época eu tinha pouca intimidade, mas porque ele foi meu primeiro animal de estimação de verdade, um animal que me trazia paz e alegria em uma fase da vida onde a infelicidade já tinha tomado posse de metade da minha vida.

Eu posso afirmar com tranquilidade do mundo para vocês:

  • Em cerca de dois anos de vida, o MITO fez mais pessoas felizes do que eu em 22 anos de idade até dezembro de 2025 kkkkkkkkkkkk.

Gente de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Amazonas, Rio Grande do Sul… muita gente viu fotos e vídeos dele na época, e todo mundo dava muitas risadas do meu galo, todo mundo gostava do bichão.

Talvez seja por isso que eu goste tanto da cor laranja.
O MITO era o Laranjão.

Naquela época, eu costumava chamar o galo dessa forma: Meu MITO. Acho que isso era o bordão mais engraçado pra galera nos vídeos. Quando eu tiver muito sucesso nessa vida, as fotos do MITO vão ser eternizadas. Porque ele foi o primeiro animal que realmente foi meu.

Algumas perdas, por mais simples que pareçam, marcam a gente pra sempre.



MITO – o galo que marcou minha infância mais do que muita gente imagina

Quando eu era criança e pré-adolescente, eu tive um galo de estimação.

  • Não era “um galo da chácara”.

  • Não era “um bicho qualquer”.

Era o MEU galo.

Lá por volta de 2016, meu pai criava algumas galinhas na chácara dele. Eu não lembro exatamente se o galinheiro já estava pronto ou se tudo era naquele famoso "jeitinho brasileiro", mas lembro bem do momento em que um dos pintinhos nasceu, cresceu e virou um galo grande, bonito e diferentão.

Em algum ponto da vida, aquele galo ficou manso, tão manso que eu conseguia pegar ele no colo sem ele correr de mim, até hoje eu não sei explicar isso direito. Talvez veio de algo antes.

O “encantador de galinhas”

Minha mãe sempre contou que, quando eu era bem pequeno, entre 2 e 5 anos, eu tinha um apelido curioso na família:

Encantador de galinhas.

Eu gostava tanto dos bichinhos que pegava os pintinhos e apertava. Não por maldade, mas por ser uma criança sem noção de nada mesmo. Coitados, não podiam ficar sozinhos comigo…

Na pré-adolescência, eu já não me lembro mais se conseguia pegar qualquer galinha sozinho, mas o apelido acabou ficando. Desde criança, eu sempre gostei muito de animais porque eu sempre fui uma criança muito diferente.

Uma infância solitária e a natureza como refúgio

Na escola, eu era o excluído, ignorado, ficava sempre de fora dos grupos. A insônia crônica já existia nessa fase da minha vida, então, enquanto outras crianças dormiam, eu passava horas acordado em casa assistindo televisão.

Para todos os amigos que estavam comigo naquela época e permaneceram até os dias de hoje, em breve farei mais uma publicação no blog explicando como foi a fase da escola para mim e como eu me sentia, pois afirmar que estive totalmente solitário na infância é uma injustiça com muitos.

  • SBT;

  • TV Globinho;

  • Nickelodeon;

  • Discovery Kids.

E sim, eu gostava muito de assistir Dora Aventureira, Bob Esponja… Gostava muito e gosto de desenhos até hoje, inclusive, sou muito fã de Futurama, quase fui à loucura quando anunciaram a continuação da série após quase 10 anos parada.

Mas o que eu mais gostava mesmo era de assistir documentários sobre a vida animal. Sempre fui fascinado pela forma como os animais vivem, se comportam e coexistem com os humanos. Hoje, já adulto, eu entendo algo que naquela época eu só sentia:

Um animal tem um poder real de ajudar um ser humano a sair da depressão em muitas situações.

Como eu cresci em chácaras e fazendas, o contato com animais sempre foi comum. Patos, gansos, vacas, búfalos, pavões, aves de todo tipo, peixes, cobras… tudo isso fazia parte do cenário. O primeiro avestruz que eu vi na vida foi em 2015, no restaurante Engenho, perto de Sete Lagoas. Eu lembro disso até hoje.

O surgimento do MITO

É nesse contexto que surge o galo, o nome dele era MITO.

E não era exagero.

O bicho era grande, gordo e extremamente preguiçoso. Dormia jogado no quintal de um jeito que, quando eu chegava em casa e chamava ele, ele não respondia. Eu corria pra ver achando que ele tinha morrido… e ele estava só tomando um solzinho kkkkk.

O jeito de andar dele era uma das coisas mais engraçadas que eu já vi na vida. Ele corria abrindo as pernas em forma de V, parecia que ia cair a qualquer momento, mas nunca caiu… Com exceção de quando ele estava num degrau e foi andando pra frente e pisou em falso kkkkkkkk, esse dia também foi muito engraçado porque o MITO caiu na terra plana, uma queda de uns 10cm de altura e saiu rolando na terra. Meu Deus, como esse galo era engraçado e desesperado também kkkkkkkkkkkkkk.

Teve um dia que ele tentou cantar e o som não saiu. Eu acho que foi um dos dias que eu mais ri na minha vida vendo um galo falhar em cantar.

Meu melhor amigo naquela fase

Naquela fase da minha vida, o MITO era meu melhor amigo.

Eu acordava ele todos os dias antes de ir pra escola "quando eu ia pra escola", literalmente, eu acordava o galo pra ele cantar. À tarde, eu passava muito tempo com ele, brincando, enchendo o saco, perturbando mesmo. Hoje, olhando pra trás, eu percebo o quanto aquilo era importante pra mim.

Eu não tinha muitos amigos, mas tinha um galo que ninguém nunca teve e jamais teria, algo único.

A morte do MITO

Em meados de 2018, o MITO acabou morrendo.

Na época, eu só tinha um Moto G2. Peguei o Redmi Note 5 Pro cerca de dois meses depois. Muitas fotos que eu fazia dele eu mandava direto no WhatsApp de amigos e familiares, então com o tempo várias se perderam… A morte dele me abalou mais do que eu imaginava, não foi só tristeza, foi uma decepção com a vida.

Eu realmente achava que ele iria viver até os dias de hoje, que eu iria gravar vídeos com ele, postar no YouTube, fazer fotos profissionais, mostrar ele nas redes sociais… E ali vem uma das primeiras lições duras da minha vida:

Tudo que vive tem o seu próprio tempo.

Hoje, olhando pra trás, eu entendo que a morte do MITO foi a primeira grande experiência real que eu tive com perda de algo que eu amava muito. Foi quando eu comecei a entender que:

Eu nunca teria tudo o que eu queria. Que o mundo não girava em torno de mim.

Apesar de eu já lidar com depressão desde 2014/2015, a morte do MITO vira um ponto muito marcante pra mim.

O enterro que não aconteceu

A morte acontece rápido. Eu vou pra escola, volto, meu pai fala que ele está doente. Em algum momento, o MITO tomba de lado, se debate por alguns minutos e morre. Eu acredito que tenha sido um infarto.

Eu queria enterrar ele no quintal, cavar um buraco e me despedir direito dele, mas meu pai, do jeito raiz dele, enrola o galo em várias sacolas e joga na lixeira da rua (hoje eu dou muitas risadas disso, no meu pessoal com os amigos, eu falaria algo do tipo "Porra, mas que merda cara, meu pai jogou o galo no lixo… Puta que pariu, sacanagem demais isso vei" e rindo muito ao falar isso).

Na época, isso me deixou chateado demais, hoje virou mais uma história pra rir sobre a vida do Ryan José Valadares, mais uma história das centenas de milhares. Eu não sinto raiva, nunca senti, meu pai é meu herói.

Começou do zero e chegou longe pra caramba. Mas o MITO era meu, não do meu pai, então.. como eu posso julgá-lo por ter feito aquilo? Eu também não me lembro se eu tinha avisado ele que iria enterrar o MITO.

O que ficou

Com o tempo, eu consegui recuperar muitas fotos do MITO. Amigos acharam e me mandaram arquivos antigos, fotos desaparecidas e perdidas na história. Hoje eu tenho cerca de 150 fotos dele e todas são importantes pra mim.

Meu sonho sempre foi simples:

  • Tornar o meu galo, que tinha o nome de MITO, conhecido.

Não que eu fale dele no dia a dia para as pessoas. Quase ninguém sabe dessa história no meu meio profissional hoje em dia, e acredito que muitos amigos que naquela época eu tinha pouca intimidade, mas porque ele foi meu primeiro animal de estimação de verdade, um animal que me trazia paz e alegria em uma fase da vida onde a infelicidade já tinha tomado posse de metade da minha vida.

Eu posso afirmar com tranquilidade do mundo para vocês:

  • Em cerca de dois anos de vida, o MITO fez mais pessoas felizes do que eu em 22 anos de idade até dezembro de 2025 kkkkkkkkkkkk.

Gente de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Amazonas, Rio Grande do Sul… muita gente viu fotos e vídeos dele na época, e todo mundo dava muitas risadas do meu galo, todo mundo gostava do bichão.

Talvez seja por isso que eu goste tanto da cor laranja.
O MITO era o Laranjão.

Naquela época, eu costumava chamar o galo dessa forma: Meu MITO. Acho que isso era o bordão mais engraçado pra galera nos vídeos. Quando eu tiver muito sucesso nessa vida, as fotos do MITO vão ser eternizadas. Porque ele foi o primeiro animal que realmente foi meu.

Algumas perdas, por mais simples que pareçam, marcam a gente pra sempre.



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